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4. Dia - 3/6/2011
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3/6/2011

Comecei correndo no trevo de Laguna, passando pela ponte da Cabeçuda, ora pelo acostamento, ora pela linha desativada do trem. Depois com muita atenção pelo acostamento, ou por estradas paralelas. Foram 16 km até Capivari de Baixo. Chegando lá 11h50min, ao encontrar a Fátima ela me disse que o carro estava com problema para dar a partida. Pedi ajuda a dois rapazes para dar um tranco e aí o carro pegou. Fomos a um autoelétrico, onde o problema foi resolvido. Partimos rumo à Prefeitura da cidade e encontramos um prédio incrustado abaixo de uma passarela, perto da linha de trem e ao lado de uma usina de carvão.  Givago Siqueira da Silva, bolsista da Secretaria de Educação, foi que nos viu preparando a bicicleta.   Em seguida, outros funcionários apareceram e o pessoal da comunicação (Dalmos e Fábio). Estiveram conosco também o Prof. José Wanderley Araújo da Rosa (Secretário de Educação) e o Sr. Odilon Aparecido de Souza (Tito), chefe do gabinete do prefeito, que assinou a bandeira de Santa Catarina e nos deu de presente a bandeira do município, a primeira que ganhamos.

 DSC00133

Segui então de bicicleta por uma rua secundaria paralela a BR101, até Tubarão. Paramos em um posto de combustível e perguntamos onde era a prefeitura. O frentista disse que era em vários locais, dependendo do departamento e se quiséssemos tirar uma foto, teria de ser em vários locais. Fomos até o centro, passamos pela ponte Heriberto Hulse e à direita procuramos um local que lembrasse a cidade. Ficamos então ao lado do Rio Tubarão, na ciclovia e tiramos uma foto para documentar a passagem, mas a cidade parecia sem uma marca, sem alma. Tanto aqui, quanto em outras cidades notamos a falta de pintura e sinalização da lombadas.

 Seguimos um pouco por uma rua secundaria, depois pela BR 101. Combinei com a Fátima para nos encontrarmos no trevo para a nossa próxima cidade – Treze de Maio. Chegando lá, a Fátima não estava no trevo, pois não tinha placa, ela passou direto. Então, seguimos pela Rodovia SC 441- Ismael Tomaz Preve, asfaltada, sem acostamento, mas com pouco movimento de veículos. Nos primeiros km logo vimos um casal de curucacas, aves que habitam locais altos (que não era o caso). Achamos que elas desceram para comer arroz dos campos baixos. 

casa_caminho_13_de_maio

Depois de uns 8 km começou uma subida longa, que chegou a uma altitude de 180m e testou minhas pernas. Consegui chegar, sem parar de pedalar. Na cidade fomos, como sempre, até a Prefeitura, então tiramos uma foto.

Prefeito_de_13_de_maio

Procuramos pelo prefeito e pela primeira vez fomos recebidos em seu gabinete. Ele assinou nossa bandeira do estado de Santa Catarina, desejou boa sorte. O assessor de imprensa Jaison Luiz Santana fez algumas perguntas, tirou uma foto para colocar no site da Prefeitura e depois conversamos com o Gedson Gislon – Diretor de Esportes há sete anos.

DSC00146

Visitamos o “Castelo do Padre”, uma bela construção toda em pedra, numa colina nos arredores da cidade. Procuramos pelo Atílio Calegari, corredor de 70 anos que antigamente ia a Florianópolis participar de corridas. Ficamos sabendo que ele não estava, mas conhecemos sua filha, Morgana Calegari. Ela nos contou que ele estava trabalhando em Tubarão e que havia sofrido um acidente de moto fazia uns quatro anos. Foi um acidente serio de moto, onde ele ficou um ano para se recuperar de lesões na perna e no quadril, mas agora estava bem e corria com dificuldades. Nosso plano inicial era dormir em Treze de Maio, mas como não havia hotel ou pousada, seguimos até Jaguaruna pela SC 442 – Arno Arnaldo Napoli.

Logo no trevo para Jaguaruna, o corredor João Laurindo Machado estava passando e viu o nosso carro. Parou e veio conversar com a Fátima. Aproveitamos e tiramos uma foto com ele e o filhinho Pedro Henrique, que acabou ajudando a Fátima a recolher uns rebites, que alguem deixou jogado no piso do posto de gasolina e que poderiam furar o pneu de algum carro.

Joo_Laurindo_Machado_e_Pedro_Henrique

Como chegamos meio tarde (17h30) a Prefeitura estava fechada. Procuramos um hotel, e as opções eram ruins fora da temporada. Ficamos em um hotel, perto da linha do trem, onde tivemos de usar o nosso lençol, pois não tinha o lençol de cima da cama!  O cobre leito da cama estava imundo e somente havia uma tomada em todo o cômodo. Pagamos um valor alto, não compatível com a qualidade do hotel. Conseguimos avançar uma cidade além do planejado.

Jaguaruna_-_Igreja

 

Escrito por Carlos Duarte.

comentários 

 
0 #4 Maria de Fátima 19-06-2011 22:43
Oi Cátia,
Nós também gostamos muito de conhecê-los. Esperamos um dia poder voltar e quem poder incentivar mais pessoas a estudar uma forma de dar novamente vida aos rios poluídos pela extração do carvão.
Um abraço a você a todos de Siderópolis.
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0 #3 Maria de Fátima 19-06-2011 22:40
OI Dodl,
veja no blog na seção percurso.
Estamos atualizando, de acordo com a possibilidade de acesso à internet, o que já foi percorrido.
Um abraço e obrigada pela força.
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0 #2 Cátia 10-06-2011 23:07
Adorei conhece-los, achei ótimo os relatos do carlos, vou conhecer, c/vcs, um pouco dos municípios de nosso belo estado.
Valeu, sigam com Deus e mts alegrias...
abraços
Catia e Elvi
Siderópolis
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0 #1 josé roberto dodl 06-06-2011 05:08
Carlos, bonita essa construção do Castelo do Padre! Até que enfim vc. conseguiu achar uma Prefeitura funcionando e....com o prefeito presente! Rssss! Conte prá nós que tipo de alimentação vc. está fazendo e, como sugestão, vcs. poderiam colocar no blog a quilometragem já percorrida. Que tal? Abração e cuide-se na BR-101. Zé.
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