Jun
07

6. Dia 5 de junho
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Dia 5 de junho

Ao amanhecer o vento havia parado, mas o dia estava frio  5°C. Como eu iria pedalar foi preciso colocar um pouco mais de roupa: calça legging (masculina!), duas meias, luva e touca. O dia estava ensolarado e deu para pedalar com tranqüilidade. A BR101 com movimento moderado, com a pista duplicada, acostamento espaçoso. Foi tranqüilo pedalar até a cidade de Maracajá. Chegando ao centro da cidade perguntei a um senhor, que fazia ginástica em uns aparelhos da Academia do Idoso, instalada numa praça: Senhor, por favor, onde é a Prefeitura?. Ele disse: este prédio aqui em frente, mas tiraram a placa (Isto iria acontecer em outros locais durante nossa viagem: onde eu parava em frente à prefeitura e não via que era ali, por falta de sinalização). Ele também perguntou em quantos municípios nós já havíamos passado, pois tinha visto uma reportagem no jornal Diário Catarinense. Maracajá é uma cidade tranqüila, ao lado da Rodovia BR101. Como era domingo não tinha ninguém na prefeitura e pouquíssimas pessoas pessoas na rua.

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Maracaj_1

 

Maracaj_2

Seguimos para a próxima cidade: Araranguá. A rodovia estava tranqüila, mas no último km a BR 101 ainda não está duplicada e redobrei assim a atenção para pedalar nesse trecho.

Ararangu_1

Seguimos mais 10 km até Balneário Arroio Silva, chegando as 15h00. Uma cidade com ruas amplas, muito limpa e calma nesta época, mesmo sendo domingo, pois estava frio. Como eu havia pedalado mais de 50 km, resolvemos parar ali e almoçar.

Bal._Arroio_do_Silva_1

Bal._Arroio_do_Silva_3

Depois fomos até a praia, que estava com a água escura, devido à ressaca do dia anterior. Eu precisava então partir para a próxima cidade – Balneário Gaivota. Os pescadores me informaram que poderia ir pedalando pela praia. Caminhei por 1,3 km para analisar o terreno, perguntei a mais um pecador e ele me confirmou que poderia pedalar. Encontramos vários pescadores, que estavam observando a possível chegada da Tainha.

Bal._Gaivota_13

 Então resolvi pegar a bike e seguir pela praia e a Fátima deu a volta pelo asfalto. Logo no primeiro km percebi que não seria tão fácil, pois a areia era fofa em alguns locais e afundava a roda da bicicleta. Por duas vezes quase cai e uma marola acabou me pegando. Era uma praia a sumir de vista, sem ninguém, apenas pássaros procurando seu sustento.

 

Bal._Gaivota_22

Em certo momento me deparei com umas 10 vacas passeando na praia, mas uns cachorros as tocaram de lá.

Bal._Gaivota_19

Fui seguindo, desviando das marolas, procurando não ir muito devagar para não afundar a roda da bicicleta, mas não tinha muita força nas pernas. Então começaram a aparecer algumas pessoas e assim percebi que estava chegando a Balneário Gaivota.

 

Bal._Gaivota_16

O celular tocou e a Fátima disse que estava me aguardando na praia; no entanto, estava difícil me localizar andando de carro, pois havia na orla, pequenas dunas, com vegetação, que impediam a visualização do mar com freqüência. A vegetação litorânea (restinga) parecia estar bem preservada na orla, sem construções. Apenas em alguns pontos existia uma passarela de madeira, para acesso à praia, construída pela prefeitura. Atitude correta da prefeitura local. Parabéns!  A Fátima já havia encontrado uma boa pousada. Chequei bem cansado, pois tinha feito um total de75 km, sendo 24 km na praia. Hora de um banho quente e descanso.

Bal._Gaivota_4

 

Bal._Gaivota_10

 

Escrito por Carlos Duarte.

comentários 

 
0 #1 Katia Monticelli 14-06-2011 14:21
Oi Prof Carlos, oi Fátima!
Vcs pegaram um dia excepcionalment e lindo, deu até pra confundir o céu com o chão da pista de caminhada...realmente uma pintura!!
abs
Katia
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