6. Dia 5 de junho
Dia 5 de junho
Ao amanhecer o vento havia parado, mas o dia estava frio 5°C. Como eu iria pedalar foi preciso colocar um pouco mais de roupa: calça legging (masculina!), duas meias, luva e touca. O dia estava ensolarado e deu para pedalar com tranqüilidade. A BR101 com movimento moderado, com a pista duplicada, acostamento espaçoso. Foi tranqüilo pedalar até a cidade de Maracajá. Chegando ao centro da cidade perguntei a um senhor, que fazia ginástica em uns aparelhos da Academia do Idoso, instalada numa praça: Senhor, por favor, onde é a Prefeitura?. Ele disse: este prédio aqui em frente, mas tiraram a placa (Isto iria acontecer em outros locais durante nossa viagem: onde eu parava em frente à prefeitura e não via que era ali, por falta de sinalização). Ele também perguntou em quantos municípios nós já havíamos passado, pois tinha visto uma reportagem no jornal Diário Catarinense. Maracajá é uma cidade tranqüila, ao lado da Rodovia BR101. Como era domingo não tinha ninguém na prefeitura e pouquíssimas pessoas pessoas na rua.
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Seguimos para a próxima cidade: Araranguá. A rodovia estava tranqüila, mas no último km a BR 101 ainda não está duplicada e redobrei assim a atenção para pedalar nesse trecho.

Seguimos mais 10 km até Balneário Arroio Silva, chegando as 15h00. Uma cidade com ruas amplas, muito limpa e calma nesta época, mesmo sendo domingo, pois estava frio. Como eu havia pedalado mais de 50 km, resolvemos parar ali e almoçar.


Depois fomos até a praia, que estava com a água escura, devido à ressaca do dia anterior. Eu precisava então partir para a próxima cidade – Balneário Gaivota. Os pescadores me informaram que poderia ir pedalando pela praia. Caminhei por 1,3 km para analisar o terreno, perguntei a mais um pecador e ele me confirmou que poderia pedalar. Encontramos vários pescadores, que estavam observando a possível chegada da Tainha.

Então resolvi pegar a bike e seguir pela praia e a Fátima deu a volta pelo asfalto. Logo no primeiro km percebi que não seria tão fácil, pois a areia era fofa em alguns locais e afundava a roda da bicicleta. Por duas vezes quase cai e uma marola acabou me pegando. Era uma praia a sumir de vista, sem ninguém, apenas pássaros procurando seu sustento.

Em certo momento me deparei com umas 10 vacas passeando na praia, mas uns cachorros as tocaram de lá.

Fui seguindo, desviando das marolas, procurando não ir muito devagar para não afundar a roda da bicicleta, mas não tinha muita força nas pernas. Então começaram a aparecer algumas pessoas e assim percebi que estava chegando a Balneário Gaivota.

O celular tocou e a Fátima disse que estava me aguardando na praia; no entanto, estava difícil me localizar andando de carro, pois havia na orla, pequenas dunas, com vegetação, que impediam a visualização do mar com freqüência. A vegetação litorânea (restinga) parecia estar bem preservada na orla, sem construções. Apenas em alguns pontos existia uma passarela de madeira, para acesso à praia, construída pela prefeitura. Atitude correta da prefeitura local. Parabéns! A Fátima já havia encontrado uma boa pousada. Chequei bem cansado, pois tinha feito um total de75 km, sendo 24 km na praia. Hora de um banho quente e descanso.








comentários
Vcs pegaram um dia excepcionalment e lindo, deu até pra confundir o céu com o chão da pista de caminhada...realmente uma pintura!!
abs
Katia