7. Dia 6 de junho
7. Dia - 6-6-2001
Na minha agenda estava programado como dia um de descanso. No entanto, acompanhando a previsão pela internet, havia previsão de chuva para o dia seguinte. Resolvemos rodar mais um dia e deixar para descansar no dia da chuva. Fomos para Sombrio, Santa Rosa do Sul e Passos de Torres. Todo o percurso era de asfalto, incluindo a BR101, que é duplicada neste local. Novamente estava frio 7°C, então hora de agasalhar. A primeira cidade foi Sombrio – onde chegamos as 9h00, que fica ao lado da BR101. Na prefeitura a Fátima notou que havia vários pôsteres sobre as atividades esportivas no município e ali soube que o prefeito era professor de educação física – Prof. José Antônio Tiscoski da Silva (Prof. Joza), 48 anos, formado na UNESC, mas que infelizmente não estava no momento. Quem nos recebeu muito bem e que assinou a nossa bandeira do estado foi a Sra. Teresinha D’Avila da Silva Tiscoski, Secretária de Finanças, Administração e Planejamento. Ela nos passou várias informações sobre a cidade e soubemos que Sombrio é o segundo pólo de confecção do estado, gerando um turismo de compra, concentrado nos bairros Japonês e Guarita. A produção de arroz e de fumo é bem grande; há um engenheiro agrônomo contratado, para incentivar os agricultores a praticar a produção orgânica.


Partimos dali para a cidade Santa Rosa do Sul, que tem uma mulher como prefeita – Geci Geltrudes de Oliveira Casagrande - no seu segundo mandato. Infelizmente ela não estava, pois havia viajado para Brasília. Quem nos recebeu já à porta da prefeitura foi Alissandra Alves Paganini, Secretária de Administração e Finanças. Logo na entrada do prédio existe uma exposição do artesanato local, produzido com fibra da bananeira, pelas mulheres do grupo – Mulheres de Fibra. A Ali assinou nossa bandeira, tirou fotos conosco e contou um pouco sobre a cidade.

Disse da festa da POUVILHANA, festa do polvilho. Disse para procurarmos o supermercado Machado, que estava 6 km mais a frente, no nosso caminho e que procurássemos o Sr. Luiz. Assim fizemos e fomos muito bem recebidos, pela proprietária, que nos ofereceu café, rosca e bolo de polvilho - produzidos por eles. É sempre agradável conversar com pessoas que não conhecemos, mas que nos atendem muito bem.

De volta a estrada, mais 28 km até Passo de Torres. Outra vez parei em frente à prefeitura e perguntei a um senhor e ele disse: é aqui!. Fiquei olhando para o sobrado e vi que era um bar e restaurante na parte de baixo. Quando olhei para cima vi escrito na parede: Prefeitura Municipal. Era a 21ª cidade e a prefeitura mais feia e com cara de escritório se segunda categoria. Esta foi a primeira impressão, pois não conseguimos falar com ninguém; o expediente era das13h00 as 18h00.

Neste ponto havíamos chegado ao extremo sul, onde os estados de SC e RS estão separados pelo Rio Mampituba, com a cidade de Torres, cheia de prédios e muito mais pompa de um lado e do lado catarinense a cidade de Passo de Torres, uma cidade pobre, e com muitos pescadores.

Ali ao lado da prefeitura existe uma ponte pênsil, para se atravessar a pé de um estado para outro. A ponte comporta 10 pessoas por vez. Ela fica elevada em relação à rua e tem uma rampa íngreme ao lado da escada de acesso, para o transporte de bicicleta, até a parte plana. Muitas pessoas passam de bicicleta na ponte, que oscila bem...

Há dois faróis, na entrada do canal, onde o Rio Mampituba encontra o mar.

Hora de voltar para a pousada, pois resolvemos deixar nossas coisas em Balneário Gaivota. Amanhã, como deve estar chovendo, faremos nosso primeiro dia de descanso desde nossa saída de Florianópolis.






comentários
Boa sorte no projeto!
Estaremos acompanhando os passos e caminhadas de vocês por todo o solo catarinense!
Assim, que o "maluquinho" do teu marido planejar o Revezamento Volta ao Estado, conte comigo!
Sorte, saúde e paz na empreitada!
Tenho acompanhado pelo blog as aventuras.
Cada linha que leio fico imaginando como esta sendo.
Beijo grande e sucesso.