Dia - 27/6/2011
O dia amanheceu de céu azul, um lindo dia e com a temperatura de 2 graus, mas quando saímos vimos que estava muito frio e ventando - a sensação térmica era de muito menos. Havia visto na internet a previsão de tempo teria um vento oeste. Fomos de carro até a BR282, no trevo de Urubici, onde havia parado dois dias antes e no caminho vimos neve no topo das montanhas de Vacas Gordas (17 km de Urubici).

Ao começar a pedalar deu para perceber que o vento contra iria me perturbar pelos 45 km até Bocaina do Sul. Havia colocado duas meias, duas calças, duas camisetas, a jaqueta corta ventos, touca e luva. Os pés estavam gelados em alguns momentos, mas o pior era o vento ao chegar às partes mais altas e nas descidas. Em alguns momentos parecia que tinha alguém me segurando. O esquema era manter a concentração e seguir, enfrentado cada km. Finalmente cheguei ao trevo de Bocaina do Sul. A Fátima estava me esperando e sugeriu que almoçássemos em um restaurante, bem no trevo, que tinha um bom movimento de caminhoneiros e viajantes. Como estava cansado, com um pouco de frio e querendo sair da estrada, decidi almoçar. Ao sentarmos no restaurante vimos que fazia tanto frio dentro, quando fora. O telhado não tinha forro e a porta de entrada ficava sempre aberta, voltada para o oeste, de onde o vento era forte, pois estávamos numa parte alta. O almoço até que era bom, mas foi complicado comer naquele frio. Depois de almoçar, sentamos no carro, pois fora do vento estava mais agradável. Deu até para tirar uma cesta; que soninho bom! Não dava para ficar o dia todo ali, no bem bom. Ao pegar a bicicleta, via que estava com o pneu furado, primeira vez em toda a viagem. Fui empurrando até a cidade, pois estava perto do centro e procurei por uma bicicletaria, mas não havia na cidade. Então, eu mesmo troquei a câmara, que não é nada complicado, mas naquele frio e vento eu estava até com preguiça...

Fomos até a prefeitura, mas não estava nem o prefeito, nem o vice. Ficamos aguardando a chefe de gabinete, pois mais de 30 min. Então resolvemos ir embora para Rio Rufino. Felizmente, o vento agora não estava incomodando tanto quanto antes. No caminho até paramos para pegar pinhão que tinha acabado de cair.


Depois de pedalar um total de 16 km (havia pedalado 46 km até Bocaina do Sul), chegamos a Rio Rufino às 16hs e na prefeitura a chefe de gabinete assinou nossa bandeira. A cidade do vime.

Conversamos bastante com o pessoal do esporte e turismo (Donizete Ghizoni, Rogério da Silva e Prof.Silvio Pereira) sobre as instalações na cidade. Há apenas um ginásio, dentro de uma escola estadual, onde os grupos de treinamento da prefeitura fazem seus treinos de futsal, que apesar de treinarem uma vez por semana tem participado de várias competições e tendo bons resultados. Tem time feminino de futsal. Falou-se das belezas da cidade, principalmente das cachoeiras (n=38), bem próximas ao centro da cidade. A falta de infraestrutura para o turismo é marcante ainda, com apenas um hotel no centro, com apenas 8 leitos e mais duas pousadas afastadas.

Tem apenas um restaurante, que à noite somente fornece lanche. Conseguimos um quarto no hotel, onde fazia muito frio, tanto dentro quanto fora. Apenas não ventava, mas parecia que estávamos numa geladeira; inclusive o tapete ao lado da cama e o cobertor estavam gelados. Foi difícil tomar a decisão de tomar banho, principalmente pelo chuveiro “tipo Corona”, que se tem na praia... Dentro do quarto estávamos de casaco, touca, botas e luvas!






comentários
Abraços, Luciano Pellissari.
ABRAÇOS DONIZETI.
Por mais esta conquista.Sta Catarina Agradece esta aventura da família Duarte.
Estou de retorno de minha caminhada Estrada Real num total de 640 km( 05/06 a 24/06/2011) Diamantina a Casa Grande MG
Acompanho diariamente sua aventura.
Abraço Leônidas