Dia - 3/07/2011
Saímos cedo de carro de Urubici e fazia 3 graus negativos!

Fomos até Lages. Cidade grande é hora de aproveitar para dar uma verificada geral no carro. Por sorte achamos um mecânico muito atencioso e competente - Gideão, que trocou o óleo do carro e com o qual conversamos bastante. Soubemos que ele quase ficou cego, devido a um acidente numa empresa de um amigo seu, onde um rapaz estava martelando um pedaço de ferro e este acabou voando por uns 5 metros e atingindo os olhos do Gideão. Desenganado de voltar a enxergar pelos oftalmologistas de Lajes, foi imediatamente para o Hospital Regional de São José. Lá passou por várias cirurgias. Durante um ano viajou muito indo e vindo para Florianópolis e aos poucos voltou a enxergar. Hoje está bem e podendo trabalhar novamente. Se você precisar de um bom mecânico em Lajes, procure a Auto-mecânica JG do Gideão e seu pai - Av. Santa Catarina, próximo ao trevo para a BR 116.
Continuamos de carro até Campo Belo do Sul, de onde havíamos parado na semana anterior. Fazia frio e ao meio-dia o termômetro marcava 12 graus. Peguei a bicicleta e me agasalhei, pois o vento iria incomodar e muito. Por sorte, a estrada tinha um asfalto novo, com um acostamento bom; o fluxo de veículo era bem pequeno. Estava tudo perfeito, o percurso era quase plano, com algumas subidas leves para ajudar a esquentar. As mãos, mesmo com as luvas, de vez em quando ficavam geladas.

A paisagem do planalto serrano era bonita, de vez em quando se viam montanhas ou vales ao longe. A altitude chegou a 1100 metros. As araucárias continuavam a nos acompanhar, assim como também imensas plantações de pinus, no lugar de mata nativa. Teve alguém indignado que passou pela estrada e escreveu no verso de uma das placas de sinalização: Chega de pinus.

Depois de 19 km chegamos a Cerro Negro, cidade pequena, onde se tem grande produção de kiwi orgânico. Ali conhecemos a vice-prefeita Sirlei K. Varela (uma enfermeira de formação), que estava acompanhando de perto a 5ª Conferencia Municipal da Saúde, que ocorria num grande salão, onde o frio era intenso. Quando chegamos ao salão, alguém estava fazendo a brincadeira do Vivo e Morto, para movimentar e aquecer um pouco os participantes. Conhecemos o Sr. Tide, que foi um dos responsáveis pela emancipação do município (há 20 anos). Na cidade conhecemos a Praça Zélia Gobetti Delfes, que, como várias outras nas quais já passamos, tem a tal academia ao ar livre, e com aqueles dizeres meio milagrosos.




Eu saí na frente, em direção à Anita Garibaldi, e depois de andar uns dois km percebi que a Fátima não aparecia. Tentei contato via radio e ela não respondia, subi mais um pouco e como ela não respondia também ao celular, esperei algum tempo e resolvi voltar, pois ela sempre vinha em seguida. Quando estava chegando à cidade, ela finalmente me contatou pelo radio e disse que um senhor começou a puxar conversa e com estava fora do carro não escutou nem o radio, nem o celular. Resolvido isso, continuei pedalando e a estrada continuava boa e tranqüila. Nesta região a altitude mantinha-se em torno de 1000m. Depois de 36 km chegamos a Anita Garibaldi. A secretária do gabinete Aldaci M. Varela recebeu a Fátima muito bem e a encaminhou ao vice-prefeito Júlio, que foi muito atencioso; chamou um repórter local, que tirou fotos e fez uma pequena entrevista conosco.




Já era 17h00 e o frio começava a aumentar cada vez mais. Na pousada onde nos alojamos, o quarto estava bem frio e ao sairmos para jantar as 19h00, lá fora já estava em torno de zero grau. A noite prometia ser muito fria. Enquanto jantávamos vimos na TV que em Urubici, no Morro da Igreja, lindo e maravilhoso como sempre, a 1820 m de altitude, chegou-se a ter a sensação de 27 graus negativos!






comentários
Nosso estado realmente é lindo e com lugares muito pitorescos.
Sucesso e estou adorando o blog.
Beijos e saudades.
Ana