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Dia - 31/7/2011 Ipumirim - dia de descanso.
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     Hoje faz 61 dias que estamos nesta aventura. Dia de descanso, que dá para pensar e escrever com mais calma. Já estamos entrando na segunda metade de nossa aventura. Foram 165 cidades, 2991 km, sendo 875 de corrida (várias caminhadas) e 2199 km pedalando (também empurrando a bicicleta).

      Muitas foram as historias, muitos os hotéis bons, razoáveis e alguns lamentáveis.
Estradas de todos os tipos: asfalto bom sem acostamento, asfalto com acostamento razoável e outros lamentáveis. Algumas estradas, onde o movimento era mínimo, outros com caminhões e carretas que quase me jogavam fora da estrada. Muitas estradas de terra, com lugares calmos e agradáveis.

      Em praticamente todos os lugares, depois que saímos do litoral, muitos morros - parece que a Serra Catarinense não tem fim... Fomos para o sul, subimos a serra, depois para o extremo oeste e agora uma grande volta em ziguezague para o leste.

    Pisamos na ponte pênsil que separa Passo de Torres (SC) de Torres (RS). Em Dionísio Cerqueira, pisamos na Argentina e compramos uns vinhos. Depois andamos uns km no Paraná para chegar à cidade de Palma Sola, que fica na divisa PR – SC.

   Estivemos em cidades muito pequenas (1.400 habitantes) e muito pobres e em algumas grandes, como Criciúma, Lages e Chapecó. Observamos que estamos cada dia gostando mais das pequenas cidades, onde é fácil conversar com qualquer um na rua. Locais em que as crianças chegam curiosas e perguntam, sem medo dos outros, diferentemente das cidades grandes. Onde o dono de um restaurante se sentiu mal de ter cobrado o almoço depois de termos contado nossa aventura. Onde alguns não entendem muito bem o que representa nossa aventura, mas escutam com calma e admiram nossa determinação.

     O benefício da atividade física ou exercício físico para saúde ainda é um conceito muito incipiente na maioria das comunidades.

    Passamos por uma reserva dos índios das etnias Guarani e Kaingang e ficamos decepcionados ao encontrar uma vila de casas simples de madeira, algumas muito mal cuidadas. Vimos um índio caído embriagado na beira da estrada e ficamos sabendo que isto é comum, infelizmente. Nada de reservas de florestas e sim campos de milho e soja, que os índios arrendam aos outros produtores maiores.

    Tive muita sorte: nenhuma lesão e pouca chuva no meu caminho. Também passamos por dias de muito frio na serra, cruzamos muitos morros, rios grandes e riachos. Minhas pernas e coração têm agüentado, a bicicleta tem suportado (apenas alguns pneus furados). Nosso cronograma está sendo seguido. A Fátima tem sido uma companheira formidável. Eu tinha muito medo de não nos entendermos, quando eu, na minha teimosia, quisesse correr ou pedalar mais alguns km e ela quisesse mesmo era sair da estrada perigosa ou em alguns momentos curtir mais as cidades. Ela não está conseguindo se exercitar no dia a dia tanto quanto ela queria, pois não temos tempo sobrando.

     O nosso carro apresentou alguns problemas, mas agora parece que está tudo bem. Ainda não podemos comemorar muito, pois falta a metade do trajeto e agora vamos para uma região em que as cidades ficam mais distantes umas das outras, mas estamos ficando cada dia mais perto de casa.

Escrito por Carlos Duarte.

comentários 

 
0 #1 Rose 24-08-2011 03:08
Adorei conhecer vcs,felicidades , Abração!
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