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Dia - 22/8/2011 Aurora, Rio do Sul, Lontras, Presidente Nereu e Laurentino
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Finalmente tivemos dois dias de descanso. De volta a estrada sai pedalando de Ituporanga, numa estrada praticamente plana em sentido a Aurora. Esta cidade fica nas margens da SC, sem muita graça.

Aurora_Prefeitura_1

Aurora_vista_1

Aurora_vista_2

Seguindo novamente de pela mesma rodovia até Rio do Sul, cidade grande, com várias indústrias e muito importante na região. Na entrada da cidade fui alcançado, por três ciclistas que eu havia visto na saída de Ituporanga. Em Rio do Sul não conseguimos falar com o prefeito devido a vários compromissos dele.

 Rio_do_Sul_prefeitura

 Rio_do_Sul_ciclovia_trabalhador_Carlos

Rio_do_Sul_vista_4

 

De volta ao carro coloquei mais algum agasalho e capa de chuva, pois havia começado uma garoa, que parecia parar logo e fui de bike até a cidade de Lontras. Em Ituporanga há a ciclovia do trabalhador, que documentamos na foto, mas o prosseguimento dela até Lontras é pouco protegido do trânsito da estrada e há pedrisco demais na terra.

 Lontras_prefeitura_e_Carlos

Lontras_vista_1

O caminho seguia por uma rodovia, onde havia uma ciclovia em praticamente todo o percurso de 12 km; a garoa continuava. Uma paradinha rápida na prefeitura, que estava fechada para almoço e segui para a cidade de Presidente Nereu. Esperava encontrar algumas subidas, pois a altitude de Lontras é de 400m e sabia que havia morros em Presidente Nereu. No início foram subidas suaves, mas no final um subida longa, interminável e íngreme, onde tive que empurrar a bicicleta em vários momentos. A chuva continuava, mas não incomodava na subida, pois o corpo mantinha-se aquecido. No alto do morro vi que a altitude era de um pouco mais de 1000m. Uma placa dizia: longo trecho em descida, use freio motor. Já percebi que teria de usar bastante o breque, pois com curvas e pista molhada, precisava tomar muito cuidado. Como não pedalava na descida, o frio começava a incomodar, os braços ficavam tensos devido ao brecar constante. A temperatura devia estar em torno de 8 a 10 graus. Quando faltavam uns 5 km para a cidade o percurso ficou quase plano e tentei pedalar mais rápido para me aquecer, mas os dedos da mão estavam congelados, mesmo com luvas, os pés molhados também incomodavam. Enfim, quase todo o corpo estava molhado, usando capa de chuva. Cheguei à prefeitura de Presidente Nereu e disse para a Fátima: vamos tirar a foto bem rápido, ligar o aquecimento do carro, pois estou congelado! Preciso tirar toda esta roupa molhada. Foi difícil guardar a bicicleta no carro e depois coordenar aquela troca de roupa dentro do carro, apertado devido a outras coisas que carregamos. A chuva é o que mais incomoda quando estamos pedalando e quando está frio torna-se praticamente insuportável. Troquei de roupa, fiquei aquecido e comi a minha marmita, que a Fátima tinha comprado em Lontras e ainda estava quentinha. Ainda tivemos tempo de conversar com o prefeito Eudegar José Back e com o vice-prefeito Odair Rochanski (que estava no gabinete naquele momento).

 Presidente_Nereu_Prefeito_e_vice

Eles nos informaram que 1/3 da população (de 2.284 pessoas) é composta de aposentados; os jovens adultos depois que terminam o ensino médio não querem mais trabalhar na agricultura e partem para outros lugares em busca de trabalho. A cidade vive praticamente (95% da economia) da produção fumageira. Existe apenas um ginásio coberto na cidade, na escola estadual, sendo a prática do Futsal e de campo os que predominam como esporte.

 

Lembramos que nosso filho Raoni havia feito estágio de um mês, quando fazia Agronomia na UFSC, na casa de um agricultor nesta cidade. Telefonamos para o filho e descobrimos onde morava o casal Domingos Eleutério e Ivônia. A casa era do nosso lado direito voltando para Rio do Sul, a uns 2 km do centro. Descobrimos que era a mesma casa que, uma hora antes – sem saber de quem, a Fátima já havia fotografado pela paisagem: quatro pés de pêra floridos, ao redor de um pequeno lago, e a casa também cheia de flores!

Presidente_Nereu_casal_Domingos_e_Ivonia_1

      Fomos até o sitio deles e nos receberam muito bem; nem acreditavam que éramos os pais do Raoni; logo na chegada, aproveitando que o filho estava no celular conversando conosco, a Fátima trouxe a D. Ivonia para a entrada do sítio, onde pegava a rede, para debaixo do guarda chuva, conversar um pouco com o Raoni. Uma das primeiras perguntas deles sobre ele foi se já tinha cortado o cabelo dread-look, que na época ele “cultivava” e ficaram meio que aliviados pela resposta sim. Tomamos um café, com pão caseiro, bolo e queijo branco, ao lado de um fogão de lenha, que deixa a casa bem quentinha. Colocamos a conversa em dia, conhecemos dois netos (um deles que trabalha no posto de gasolina, já tinha me dado um olá, quando passei na estrada, sem saber quem eu era) e uma das filhas, compramos uma colcha e um tapete de retalhos, que a D. Ivônia confecciona para vender. Além disso, ela gosta de cantar em um coral, onde não falta e é integrante há 27 anos. Eles nos convidaram para dormir na casa, mas optamos retornar a Rio do Sul para ficarmos mais perto da saída do dia seguinte.

       Chegamos a noite em Laurentino e debaixo de chuva. A cidade é bem pequena. Ficamos num hotel quase na frente da prefeitura.

    Laurentino_Festa_do_Queijo 

 

Escrito por Carlos Duarte.

comentários 

 
0 #1 Eduardo Walter 25-08-2011 02:07
Olá ,prof.Carlos! Tenho acompanhado as suas aventuras aqui no blog e,embora eu seja suspeito, devo dizer que as mais belas paisagens o aguardam aqui no norte do estado!Se estivesses aqui pela serra dona francisca no fim de semana era capaz de encontrar eu e o Maneca(Manoel Pedro Flores) treinando para o Praias e Trilhas nessa linda paisagem!Grande abraço !!! Eduardo(eduwalt er.blogspot.com)
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