Dia - 14/9/2011 Corupá, Jaraguá do Sul e Schroeder.
Estávamos um pouco apreensivos com relação ao percurso por estradas secundárias até Corupá. Aos poucos fomos ficando seguros e também contentes com a mudança de percurso, devido às paisagens e tranqüilidade. Em vez de ficarmos junto à BR280, com barulho de caminhão, estávamos passando por vilarejos e muita natureza, mata atlântica na serra. Sai pedalando alguns km, enquanto havia asfalto. Depois foi correndo por 25 km, boa parte descendo a serra. Estava numa altitude de 820m e fui para 60m em Corupá.
O percurso acompanhava o mesmo do trem e em vários momentos cruzávamos os trilhos. Na serra havia pouquíssimas casas e nunca encontrávamos alguém para confirmar o percurso. Para confirmar, sempre parávamos os poucos veículos que passavam.
Chegamos a Corupá na hora do almoço e a prefeitura estava fechada.




De Corupá segui pedalando até Jaraguá do Sul pela BR280, uma rodovia federal com “acostamento” de terra ou grama. Grande contraste nesses dois momentos, pois havia corrido anteriormente por um lugar tranqüilo, com barulho de cachoeira e pássaros. Agora era o barulho e cuidado com os carros e caminhões. Novamente o apoio do filho Uirá, que parava e anunciava cada veículo que passava foi fundamental para enfrentar os 20 km até chegar à cidade. Novamente o estresse de cruzar toda uma cidade grande (143.200 hab) à tarde e chegar até a prefeitura. Queríamos sair o quanto antes da cidade, pelo estresse, mas antes fomos visitar o Parque Malwee, mantido pela empresa do mesmo nome. É um lugar muito agradável e ótimo para caminhar, mas por incrível que parece acabamos conhecendo o percurso de 2 km de carro, pois tínhamos pressa para ir até a Schroeder.



A estrada até Schroeder era boa e chegamos rápido. Fomos até a prefeitura e o responsável pelo turismo. Ivaniol, nos recebeu já no estacionamento da prefeitura. Contou sobre atividades de ecoturismo na cidade. Depois o prefeito Sérgio assinou nossa bandeira. Fomos até a única pousada que havia na cidade (a uns 2 km do centro da cidade), em um local muito agradável. Chegando lá tentamos encontrar alguém para nos hospedar, mas não veio alguém nos atender. Tivemos infelizmente que voltar à Jaraguá do Sul.
Chegamos de volta à Jaraguá do Sul perto das 18 horas e trânsito estava terrível. Passamos um apuro na hora de encontrar um hotel descente, pois todos estavam lotados. Indicaram-nos um que ainda tinha vaga e descobrimos depois a razão: quarto apertado, o uso da internet cobrada a parte, janela com “visual lindo” do muro de concreto do prédio vizinho a uns 50 cm de distância. Ele já ficou na nossa lista dos “nunca mais vou me hospedar aqui”.





