Dia - 19/9/2011 Rio dos Cedros, Benedito Novo e Doutor Pedrinho.
Sai correndo de Pomerode por uns 3 km e depois segui pedalando até Rio dos Cedros. Ainda conseguimos encontrar a prefeitura aberta e fomos recebidos pelo Chefe de Gabinete Sr. Paulo Claudino do Santos Jr. Ele nos informou sobre o caminho de estrada de terra para Benedito Novo.

Resolvi tentar ir de bicicleta e mesmo com paralelepípedo na saída da cidade. A estrada depois ficou melhor e com poucas subidas, sendo possível pedalar, mesmo devagar. Depois de uns 6 km chegamos ao asfalto, que vai paralelo ao rio e aos poucos começamos a ver as marcas da chuva da semana passada.
Chegamos a Benedito Novo e vimos as marcas da água em várias casas. Na prefeitura não encontramos o prefeito, que estava ocupado com o deslize de uma serra grande e assim ficamos sem assinatura na nossa bandeira. Na frente da prefeitura vi um senhor varrendo a terra do meio da rua, sem cone algum para sinalizar o seu trabalho, e fui conversar com ele sobre a enchente. Então ele me mostrou a marca numa placa, na praça em frente à prefeitura, em homenagem a sete pessoas da cidade que haviam participado da segunda guerra mundial, que chegou a um metro.

Contou ainda que em uma escola a água chegou a atingir dois metros. Na única rua que corta a cidade, acompanhando o rio, somente se passava de canoa. O Sr. Holbert Hein tem 75 anos e é descente de alemães. Vendo nosso carro com o mapa de Santa Catarina, com a numeração de todas as cidades pelas quais havíamos passado, disse que no tempo em que ele foi à escola (que somente havia até a quarta série) havia apenas 65 municípios no Estado. Contou também que, quando ainda era jovem, era proibido falar alemão, devido à perseguição.

Partimos então para continuar a nossa trajetória do dia e assim segui pedalando na rodovia que continuava acompanhado o rio para Doutor Pedrinho. Agora o rio era com mais corredeiras e algumas pequenas cachoeiras. As marcas da enchente continuavam em vários locais. Havia pensado que não iria mais encontrar subidas em meu caminho, mas Doutor Pedrinho fica a 560m de altitude, portanto fui subindo e inclusive empurrando a bicicleta numa longa subida. Depois vieram os locais de plantação de arroz, onde estavam preparando para a plantação da próxima safra.

Em Doutor Pedrinho fomos recebidos pelo prefeito Hartwig Persuhn e conversamos um pouco sobre a cidade e é claro sobre as ultimas chuvas.

Como havia apenas um hotel aberto e sem boa internet cidade, resolvemos ir até Timbó. Novamente marcas da chuva. No hotel em que nos hospedamos, que fica próximo ao rio, fomos informados que havia entrado água e que no dia da chuva os 32 hóspedes e funcionários ficaram ilhados, por três dias, pois em ruas próximas a água chegou a dois metros.O garçom nos contou que improvisaram, no corredor do primeiro piso, um local para servir o café e que ele andava dentro da água. O almoço e jantar era macarronada. Havia até um casamento marcado no hotel para aquela data, que logicamente teve que ser cancelado.





