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24º Revezamento Volta à Ilha - 140 km
13 de Abril de 2019

Esta é a maior corrida de revezamento por equipe em extensão da América Latina, com 140 km, ao redor da Ilha de Florianópolis, Estado de Santa Catarina, Brasil. Foi criada em 1996, pela Eco Floripa Eventos Esportivos, que detém os direitos autorias do evento e que desde então sempre a organizou e produziu. As 400 equipes que podem participar do evento são compostas de 2, 8 ou até 12 corredores, que são classificados em nove categorias. Existem 18 postos de troca ao redor da ilha e as equipes devem se deslocar de um posto a outro de para fazerem as trocas. As distâncias entre os postos de troca variam de 4 a 16 km e os graus de dificuldade são classificados desde um nível fácil a muito, muito difícil. Para progredir de um ponto a outro, a equipe transporta os corredores utilizando vans, carros ou motos. As paisagens são exuberantes por estradas de terra, trilhas de mata atlântica, banana boat, montanhas, dunas e 20 lindas praias de Florianópolis, onde a limpeza é impecável. É uma prova diferente, vibrante, desafiadora, que exige estratégia e planejamento na escalação de cada membro da equipe, de acordo com o percurso e condição física, o que acaba estimulando o espírito de companheirismo e colaboração mútua no grupo.

Vamos a um pouco da história do evento: A organização da primeira edição da Volta à Ilha levou um ano de muito trabalho e planejamento, como continua sendo até hoje. Lá em 1995, boa parte da organização prévia ficou por conta de quem teve a ideia principal: Prof. Carlos Roberto Duarte, mas sempre com apoio da esposa, Maria de Fátima e dos dois filhos Uirá e Raoni. A Profa. Dra. Maria de Fátima da Silva Duarte foi parceira na criação da prova e no suporte direto e indireto. Primeiro acreditando no evento, depois acompanhando o Prof. Carlos em muitos finais de semana pela Ilha, para formatar o percurso. Foram muitas voltas na Ilha para conhecê-la, pois tínhamos mudado para Florianópolis no final de 1993. Inicialmente o percurso foi todo medido com um odômetro de bicicleta (não havia GPS) e a altimetria foi feita com um mapa com curvas de nível, obtido com um engenheiro do IPUF (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis).

Nas primeiras edições o Prof. Carlos foi um ser multitarefas, se desdobrando na divulgação, no contato com patrocinadores; realizava as inscrições, ajudava a entregar os kits e uma infinidade de outras atividades. No dia da prova contava com um grande grupo de amigos, principalmente do curso de Educação Física da UFSC. Também neste período de preparação, esteve participando da elaboração do regulamento e em muitas outras funções. Nas primeiras edições foi fundamental na secretaria e outras atividades. Até hoje tem sido fundamental para resolver situações complicadas. Maria de Fátima, professora titular da Universidade Federal de Santa Catarina, com sua carga horária de 40 horas de dedicação exclusiva, só poderia ajudá-lo à noite e nos finais de semana. Ficou por muitos anos, na véspera da prova, até a madrugada montando a relação das equipes, pois naquela época era permitido fazer troca de atleta até a véspera. Em 1996 mesmo com 22 equipes era muito trabalho a fazer. As inscrições eram feitas pessoalmente ou por fax (que já era um progresso). Não havia site, internet, celular, GPS, estas modernidades de hoje. Em todos esses anos editamos a Revista do Regulamento e o Jornal dos Resultados, que foram enviados pelo correio a todas as equipes. A apuração dos resultados por muitos anos foi feita manualmente, pois não havia ainda os chips e mesmo depois, em muitas edições, eles não se enquadravam no formato da prova. Dando um passo de cada vez, atendendo bem a todos os corredores, dando atenção especial a todos os aspectos da organização, a prova foi tendo a cada ano o reconhecimento dos participantes. Esses por sua vez faziam a divulgação “boca a boca” e a Volta à Ilha foi no crescente a cada ano. Muita coisa aconteceu nestes 23 anos da Corrida de Revezamento Volta à Ilha, Florianópolis/SC.

O percurso sofreu mudanças, para se adaptar ao crescimento da cidade, mas sempre dando uma volta na Ilha. Muitas foram as pessoas que trabalharam, ajudaram e deram sugestões. Os patrocinadores e parceiros também foram fundamentais. Os atletas também mudaram, mas muitos dos 45 mil cadastrados no evento retornaram e continuam fiéis à prova. Recebemos vários prêmios e isso nos orgulha. Temos muito a agradecer a todos que participaram desse grandioso e um dos mais desejados eventos criados no Brasil e genuinamente catarinense, ou seja, manezinho da ilha.